Mães reais

Quando estava grávida li tudo o que era blogue de maternidade, nacional e internacional! Devorava posts acerca de tudo o que era tema relacionado porque sendo eu mãe de primeira viagem sentia-me insegura e perdida… no meu caso ainda tinha a bóia de salvação que era o meu marido, para quem já nada disto era novidade sendo pai de uma menina de oito anos.

Hoje imagino outras grávidas que, tal como eu, se sentem assoberbadas e que ao lado têm um pai de primeira viagem completamente à deriva! É inevitável que se busque toda a informação disponível mas isso alerta-me para a responsabilidade que bloggers ou influencers têm e que eu passei a ter, ao criar este blogue, independentemente de quantas pessoas o lêem ou seguem.

Lembro-me de pesquisar e de ler blogues para me ir inteirando dos temas e situações que teria de acautelar, mas de sentir-me, por demasiadas vezes, defraudada. Sentia que aquilo não podia ser real. Ninguém tem um bebé e tudo é perfeito. Pelo contrário, com a chegada de um bebé vem o caos! Hoje mais do que nunca posso atestar isso mesmo! Depois o casal ajusta-se, os amigos e a família também, mas no princípio é um 31! E acreditem, mulher nenhuma que acaba de ser mãe fica imediatamente sem barriga! É impossível! Claro que com a cinta conseguimos logo aparentar uma barriga lisa e com o passar dos meses a figura vai voltando ao que era mas leva o seu tempo! É senso comum!

O problema é que há mulheres que na sua ingenuidade criam uma expectativa completamente irrealista do que vai ser a sua vida e recuperação no pós-parto e depois ficam chocadas e deprimidas até, por não conseguirem replicar aquilo que viram ou leram e que as levou a acreditar que seria idêntico com elas!

Por isso aplaudo quem tem a coragem de mostrar e relatar a verdade crua e nua!

Infelizmente, não sou tão corajosa como a Carolina Deslandes e não vos vou mostrar minha barriga pós-parto. Contudo, mostro como sou na grande maioria do tempo: uma mãe em licença de maternidade, sem lentes de contacto, sem maquilhagem, que nem sequer escovou o cabelo e as 13h da tarde ainda não se vestiu porque, entre dar de mamar e adormecer a cria, esteve a fazer a cama, a lavar biberões, a fazer o almoço e a arrumar a cozinha e depois, ainda separou a roupa para lavar.

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Só depois de ter tudo feito, com a sorte da Benedita dormir uma sesta de uma hora, vou conseguir tratar de mim, vestir-me, maquilhar-me para depois quando ela acordar podermos as duas ir dar um passeio! E faço-o porque ela dorme toda a noite, mas há-de haver quem prefira deitar-se no sofá e dormir o que não dormiu de noite! Ou quem previlegie ver um filme que a tire da realidade que está a viver no momento!
Ou seja, as imagens que partilhamos mostram tudo “em bom”! E mesmo o que escrevemos deve ser encarado como uma partilha e não como um guião! O que funciona comigo não serve necessariamente outra pessoa!

Não se iludam e sobretudo, não desesperem! Pensem que, seja como for, é temporário… Essa sim é a verdade mais dura do pós-parto: aqueles meses com o nosso recém-nascido em casa passam mesmo muito depressa!

*AMG*

A subida do leite

Que pesadelo a subida do leite… aconteceu no dia em que regressei da maternidade e como a amamentação ainda não estava normalizada, o corpo produzia mais leite do que o necessário e eu não tinha bomba de extracção, imaginem como fiquei… até febre ganhei nessa noite…

Felizmente, no dia seguinte uma amiga salvou-me a vida e emprestou-me uma bomba de tirar leite da medela. Depois de umas toalhas quentes para amolecer o peito e com a a paciência e ajuda preciosa do marido, lá consegui extrair o leite.

Os primeiros tempos da amamentação são complicados, aconselho a todas a terem em casa já a postos as Compressas anestésicas de amamentação que podem usar quentes ou frias, vendem-se em quase todas as farmácias. As quentes para amolecer o peito e facilitar a extracção do leite, as frias para depois de amamentarem. Usei-as imenso no primeiro mês, até a amamentação regularizar. São fantásticas. Colocava sempre quentinhas, por dentro do soutien de amamentação, quando se aproximava a hora de dar de mamar e depois as frias para acalmar as dores no peito e evitar que produzisse leite a mais. Tinha sido muito mais fácil se já tivesse isto tudo em casa.

Outro conselho, para as mamãs que facilmente ficam com mamilos gretados, a medela tem mamilos de silicone que são um alívio. Hoje em dia, uso menos, mas nos primeiros meses usei sempre, aliás foi uma enfermeira que nos indicou porque a Benedita não agarrava na minha mama e com o mamilo de silicone começou a mamar lindamente. Idealmente, não devem usar mas se vos dói, melhor dar de mamar através do mamilo de silicone do que simplesmente não dar. A não ser que sejam masoquistas. É que nenhum bebé gosta de sentir a mãe com dor e acreditem, eles sentem tudo o que nós sentimos.

Podem também comprar dois colectores de leite, são uma espécie de tupperwares redondinhos e ajuda para quem tem muito leite, basta colocar por dentro do soutien de amamentação. Eu prefiro os colectores aos discos de amamentação descartáveis porque os mamilos ficam muito sensíveis ao contacto com outras superficies; com o colector o mamilo não toca em nada.

A minha médica obstetra receitou-me ainda um spray nasal de ocitocina que estimula a produção do leite no pós-parto “SYNTOCINON”, podem ou não comprar, eu comprei e usei mas não sei como teria sido se não tivesse usado, se não teria tido colostro…

Para terminar, se não têm um cadeirão com apoio de braços como é o meu caso, aconselho que coloquem um degrau ou uma caixa debaixo dos vossos pés e tenham sempre um encosto, caso contrário vão acabar debruçadas sobre o vosso bebé e depois ai ai ai as minhas costas. Na maternidade fartavam-se de me dizer, não é a mama que vai ao bebé, é o bebé que vai à mama, precisamente pelo mal que nos faz essa postura. A almofada de amamentação é um aliado precioso precisamente porque ajuda a elevar o bebé um pouco mais. A minha é da Chicco, a Boppy e ainda a uso, mas têm imensas na Bebitus bastante mais acessíveis como é caso desta da Cambrass.

Se clicarem na imagem abaixo, que retirei de um site brasileiro, têm uma breve explicação das más posturas dos pais. Esta imagem ilustra bem a posição correta e a importância de ter um apoio nas costas e de algo que eleve o bebé, pode perfeitamente ser uma almofada de anti-refluxo e matam dois coelhos com uma só cajadada.


Amamentando-o-bebê-ERRADO-e-CERTO

Espero que vos seja útil, eu gostava muito de ter lido estas e outras dicas antes de ter sido mãe, tinha-me evitado algum mau estar na primeira semana em casa… já chega o mau estar inerente a ter trazido uma criança ao mundo!

*AMG*

Home Decor #2

Mais um  detalhe de uma parede da nossa sala, desta vez, a parede onde temos o móvel da TV, com gira-discos, colunas Harman Kardon e alguma decoração.

Uma vez que vivemos perto da praia, decidimos preencher a parede com chapéus de palha, começamos com alguns que compramos numa viagem e terminamos com mais uns poucos que adquirimos numa feira de artesanato.

O resultado, tendo em conta que são chapéus de palha e que gastamos muito pouco, para mim é perfeito, inspiramo-nos em algumas ideias retiradas do Pinterest, que partilho abaixo.

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*AMG*

Criopreservação

É a segunda vez que falo desta temática.

O primeiro post que fiz acerca da criopreservação foi um relato da minha experiência com a Bebécord. A experiência foi positiva, não tive reclamações a fazer excepto a factura exorbitante pelos serviços prestados… Mantenho o que escrevi no primeiro post, pagamos bem mas também somos bem “servidos”, pelo menos até ver.

Depois desse post recebi imensa informação que curiosamente, enquanto grávida, nunca consegui ter acesso! Todas as pessoas que questionei não tinham muito a dizer acerca disso! As coisas que se aprendem quando se cria um blogue! 😊

Voltando ao tema, depois do post, recebi mensagens de seguidoras que partilharam experiências semelhantes e outras que me facultaram informação valiosa que podem ler aqui. Aconselho a leitura deste texto a todas as grávidas porque ao contrário de muita da informação disponível na Internet, este não tem fins comerciais, pelo que toda a informação é clara e isenta.

Infelizmente, tenho de acrescentar que no nosso banco público, a Lusocord, nem tudo são rosas. Além de recolher amostras somente em 4 hospitais do país, o funcionamento do banco ainda não é óptimo, aconselho também a leitura deste artigo do Público que explica o porquê.

Também neste texto, escrito pelo cirurgião pediátrico João Moreira Pinto, no seu blogue E os filhos dos outros, fica clara a falta de apoio e de meios que o banco público dispõe. O autor, acaba por explicar as razões pelas quais decidiu não fazer a recolha das células estaminais dos seus filhos.

Resumindo, é uma bola de neve, não se doa porque o nosso banco público não funciona como deveria e sem amostras a situação agrava-se.

Posto isto, cabe a cada qual, decidir o que fazer, os filhos são nossos, o dinheiro também e portanto cada um gere como achar melhor. Honestamente, se fosse ter um filho num destes hospitais, não hesitaria em doar. Se não fosse, mas também não tivesse meios financeiros para contratar este serviço no privado, hoje com o que sei já não recorria a uma empresa privada.

*AMG*